Uma enfermeira identificada por Célia Mara Martins Rodrigues, registrou um Boletim de Ocorrência contra o deputado estadual Leonardo Sá, por suposto crime contra a saúde pública na cidade de São Bento, nesta quarta-feira (20).

Segundo Célia Mara, ela teria ido até o local onde estaria acontecendo um mutirão de saúde com consultas e exames, realizado pelo deputado, na cidade de São Bento, e ao chegar até a ação, questionou o deputado, que também é médico, sobre o CRM das supostas médicas que atendiam no momento, já que havia ficado sabendo, que em outra cidade, profissionais desse mutirão teriam realizado consultas usando o carimbo da esposa de Leonardo Sá, Hyanka Padre.

Ao pedir a Leonardo Sá que mostrasse os carimbos dos demais clínicos, para que ela consultasse o CRM e certificasse se as atendentes eram realmente médicas, Leonardo teria a tratado de forma hostil pelo fato de ser médico e está deputado, pedindo a ela para que oficializasse a denúncia e também se retirasse da sala onde estava.




“O médico sentindo-se ameaçado e tratando-me de forma hostil pelo fato de ser médico e está deputado estadual, pediu para que eu oficializasse a denúncia e também me retirasse da sala. Saindo do local fui até a delegacia, registrei o Boletim de Ocorrência (B.O) e o delegado Marcelo Augusto Nunes Soares com sua equipe dirigiu-se até o local da ação, onde segundo informações, o deputado Leonardo Sá já teria se evadido e não se encontrava mais no local, mas teria falado por telefone com o delegado e comprometendo -se em enviar todos os documentos necessários para a devida autoridade”, descreveu a denunciante.

Veja o Boletim de Ocorrência feito contra Leonardo Sá.

No último domingo (17), o deputado Leonardo Sá, em parceria com os vereadores Alan Fábio (Sassá), Chico Ferreira, Edilson da Vila do Meio e Vetinho da cidade de Bequimão, realizou o mesmo mutirão de saúde na cidade de Bequimão, com atendimento, segundo o médico, de 300 consultas e 150 exames de imagem, além de cortes de cabelo. Após os atendimentos, pacientes passaram a desconfiar da veracidade da ação ao comparar receitas, prescrevidas por médias diferentes, já que lá tinham ortopedista e pediatra, mas o carimbo era o mesmo, com assinaturas diferentes. 

Via Portal G7

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