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Veja quem é a mulher que a PF encontrou 467 mil em sacola de doce

A operação teve como alvo principal Adriana Raquel Santos de Sousa, médica formada no Paraguai, fisioterapeuta e secretária de Proteção Social de Caxias, além de mãe do prefeito Gentil Neto (PP). Durante as investigações, foram encontrados R$ 467 mil em espécie dentro de uma sacola de doces. Adriana foi acusada de usar um diploma com revalidação ideologicamente falsa para se registrar como médica no Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul (CRM-MS).

A Justiça Federal do Mato Grosso do Sul acolheu denúncia do Ministério Público Federal e condenou Adriana, em setembro de 2023, a um ano de prisão por falsidade ideológica e uso de documento falso. A pena deverá ser cumprida em regime aberto, acrescida do pagamento de dez dias-multa, cada um equivalente a um trigésimo do salário mínimo vigente em março de 2019.

Segundo os autos, em março de 2019, Adriana apresentou ao CRM-MS um diploma supostamente revalidado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). No entanto, o documento trazia indícios de fraude, já que ela não havia sequer se inscrito no Revalida-2017, exame obrigatório para médicos formados no exterior exercerem a profissão no Brasil. O INEP constatou que as listas de aprovados recebidas por e-mail eram falsas e não correspondiam aos registros oficiais.

O juiz Luiz Augusto Iamassaki Fiorentini classificou o documento apresentado como grosseiro e sem elementos básicos de autenticidade, como assinatura, data, numeração e identificação do emissor. Para o magistrado, as evidências de falsificação eram tão claras que dificilmente poderiam ter sido ignoradas. Assim, a Justiça concluiu que Adriana buscou exercer ilegalmente a profissão médica, ferindo a confiança da sociedade e das instituições de ensino e saúde.