Mais um suspeito morre e outro é preso em operação sobre morte de grávida e filho em São João Batista
Um segundo suspeito foi morto em confronto com a polícia e um terceiro foi preso durante as buscas pelos envolvidos no ataque que matou uma mulher grávida e o filho dela, de 4 anos, em São João Batista, no Maranhão. A informação foi confirmada pelas autoridades nesse domingo (12).
David João Gaspar Penha, conhecido como “Mucurão”, foi apontado como suspeito de participação no crime. Segundo a polícia, as equipes tentaram abordar o suspeito, mas ele reagiu. Durante o confronto, ele foi atingido por disparos e morreu.
Pouco antes, Joelson Braga Araújo, também investigado por envolvimento no ataque, foi morto durante um confronto com equipes policiais no povoado Arrebenta, na zona rural de São João Batista.
Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), Joelson utilizava tornozeleira eletrônica por determinação da Justiça. A secretaria não informou o motivo do monitoramento. Já o suspeito preso foi identificado como Mateus Costa Pinheiro.
As forças de segurança mantêm as buscas por outros suspeitos de participação no crime.
Samira Costa Correia, que estava grávida, e o filho, Yan Kaleb Costa Santos, de quatro anos, foram encontrados mortos e com os corpos carbonizados dentro de uma residência no povoado Olho d’Água dos Bodes, na zona rural de São João Batista. O crime ocorreu na noite de sexta-feira (10).
Uma das linhas investigadas é a possível relação do crime com disputas entre facções criminosas que atuam na região. A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) instaurou inquérito para identificar os autores, esclarecer a motivação e apurar todas as circunstâncias do caso.
Segundo o delegado-geral da PC-MA, Augusto Barros, diferentes versões estão sendo analisadas pelos investigadores. Entre as hipóteses, está uma possível ligação da vítima com integrantes de grupos criminosos.
Vingança de facção pode estar por trás de crime contra gestante e filho
“A pessoa teria algum tipo de relação com um indivíduo de facção que, eventualmente, poderia ter mudado de facção. Outra versão que foi apresentada é que ela teria algum tipo de participação numa facção e teria traído a facção. E, por isso, tido objeto dessa vingança, dessa ‘decretação’, como eles falam”, explicou.
O delegado-geral ressaltou na entrevista, no entanto, que nenhuma linha de investigação foi confirmada até o momento. “A gente precisa manter várias possibilidades sobre a mesa para não se prender a uma única hipótese e fechar os olhos para provas que possam surgir de outros lados”, afirmou.
Desde as primeiras horas após a ocorrência, equipes especializadas das Polícias Civil e Militar, da Perícia Oficial, do Centro Tático Aéreo (CTA) e dos setores de inteligência foram deslocadas para a região, onde realizam diligências de forma integrada e ininterrupta, segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA). (Imirante)