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Quem ela é? Maria das Dores”Mais de um terço da população brasileira sofre com dores crônicas; aprenda a conviver e tratar

“Quem ela é? Maria das Dores. De onde ela é? De São Paulo, Nova Iorque ou dos Açores”. A rima da música maranhense se refere a uma dançarina de reggae e costuma ser imediatamente reconhecida por quem é fã da cultura popular do Estado. Mas, para milhões de pessoas, seja do Maranhão, de “São Paulo, Nova Iorque ou dos Açores”, a expressão nem de longe tem a ver com a graciosidade da dança. Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que cerca de 20% da população mundial convive com algum tipo de dor crônica, o equivalente a mais de 1,5 bilhão de pessoas. Já no Brasil, estudos indicam que aproximadamente 35,7% da população adulta sofre com dores persistentes, segundo estudo feito pela Universidade de São Paulo (USP).

A médica acupunturiatra, especialista em Controle da Dor e coordenadora acadêmica do Idomed São Luís, Mércia Leite de Souza, explica que a dor crônica é considerada aquela que persiste por mais de três meses e pode estar associada a diversas doenças e condições de saúde. “A dor crônica ainda é cercada por incompreensão. Pessoas com dores persistentes são rotuladas como alguém que vive reclamando, quando, na verdade, enfrentam uma condição de saúde que impacta o trabalho, os relacionamentos e a qualidade de vida”, afirma.

A especialista detalha que um dos principais desafios para que esses pacientes sejam acolhidos é o fato de a dor não ser visível. “Você não consegue enxergar a dor. A pessoa pode estar sentindo dor nesse momento e ninguém perceber. Ela pode estar trabalhando, cuidando da família e realizando suas atividades normalmente, mas continua convivendo com aquele sofrimento”, explica.

CRÔNICA

Embora algumas doenças estejam frequentemente associadas à dor persistente, nem toda condição dolorosa evolui para a cronicidade. De acordo com a médica, um dos fatores mais importantes é a forma como a dor é tratada ao longo do tempo.

“Nem toda doença evolui para uma dor crônica. Uma apendicite, por exemplo, pode causar dor intensa, mas não se tornará uma condição crônica. Já uma enxaqueca mal controlada ou doenças como artrose e fibromialgia podem evoluir para quadros persistentes se não houver acompanhamento adequado”, explica. Segundo ela, ignorar sintomas ou permitir que a doença evolua sem tratamento está entre os principais fatores relacionados à cronificação da dor.

Os impactos da dor crônica vão muito além do desconforto físico. A condição está associada à redução da produtividade, afastamentos do trabalho, dificuldades de convivência e prejuízos à saúde mental.

“Recebi uma paciente que dizia que queria trabalhar, mas não conseguia. Muitas pessoas acabam desenvolvendo ansiedade, estresse e até depressão. A dor interfere no relacionamento com o cônjuge, com os filhos e com os amigos”, relata Mércia.

Estudos internacionais apontam que a dor crônica está entre as principais causas de absenteísmo. Um estudo com servidores públicos brasileiros publicado na Revista Brasileira de Medicina do Trabalho (RBMT) identificou que as doenças do sistema musculoesquelético e do tecido conjuntivo foram a principal causa de absenteísmo por doença, respondendo por 17,8% dos afastamentos analisados.

Para a médica, o sofrimento emocional muitas vezes é agravado pela falta de acolhimento. “A pessoa passa a ser vista como a ‘Maria das Dores’ da família ou do grupo de amigos. Mas, quando a pessoa sente que a sua dor é entendida, respeitada e acolhida, isso faz uma diferença enorme, inclusive para o tratamento.”

ALÉM DOS REMÉDIOS

Outro equívoco comum é acreditar que o tratamento da dor se resume ao uso de medicamentos. Segundo Mércia, o cuidado precisa ser multidisciplinar e individualizado. “As pessoas costumam procurar a emergência para receber uma medicação paliativa e voltar para casa. Mas quem convive com dor crônica precisa procurar profissionais especializados no manejo da dor”, orienta.

Além do acompanhamento médico, diferentes estratégias podem ajudar no controle dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. “Psicoterapia, atividade física, acupuntura, musicoterapia, meditação, participação em grupos religiosos, socialização e outras terapias complementares podem contribuir muito para o tratamento”, destaca.

E, para quem convive com uma pessoa que sofre de dor crônica, a principal recomendação é simples: acolher. “A dor do outro não é a minha dor. Cada pessoa possui um limiar diferente e vivencia o sofrimento de uma forma particular. A família precisa conversar, buscar informações, entender o tratamento, estimular a adesão às orientações médicas e apoiar também as terapias complementares”, orienta.

Em um cenário em que milhões de brasileiros convivem com dores persistentes, compreender que a dor nem sempre é visível pode ser o primeiro passo para combater preconceitos e oferecer apoio a quem precisa. “Por trás do apelido de “Maria das Dores”, muitas vezes existe apenas alguém tentando seguir a vida enquanto enfrenta uma batalha silenciosa todos os dias”, conclui a especialista.

Nem toda doença evolui para uma dor crônica. Uma doença dolorosa do abdomen como apendicite, que evolui para dor cronica, uma enxaqueca, não controlada vai evoluir para cronicidade, depende do cuidado qeu você vai ter com a sua dor. Por exemplo, paciente com fibromialgia, eu trabalho muito com paciente com fibromialgia, existem várias teorias ela tem uma alteração de uma das fases da dor qeu é a modulação, que é a que controla a dor, o corpo libera substância modulando a intensidade da dor, o que não acontece com quem tem fibromialgia. tudo vai depender do acometimento, artrose de joelho, uma doença cronica que vai levar a dor, minimizar a sensibilização, não ligar para dor, não ligar a deixar a doença evoluir é o principal fator para cronificação.

impactos da dor, o principal é o emocional. recebi uma paciente que dizia que queria trabalhar, mas não conseguia. Eles não entram só em ansiedade ou em estresse, eles entram em depressão. fazem a doença depressiva, casamentos interfere no relacionamento do casal, com os filhos, a pessoa se torna poliqueixosa, lá vem maria das dores quando chega na roda dos amigos. eu entendo e respeito e acolho a dor que você está sentindo, quando você diz isso ajuda o paciente que vive cronicamente doente a se sentir acolhido.

um dos principais problemas é que a dor não é visível. você não consegue enxergar a dor. a pessoa pode estar com dor nesse momento e você não está enxergando isso. a pessoa está fazendo todas as suas atividades normais e você não está sabendo que ela está com dor. outro problema é o absenteísmo no trabalho. quantos pacientes não estão afastados do trablho por causa de dor. viver com dor cronica causa tristeza medo depressão dependencia, algumas pessoas usam a dor como barganha emocional para evitar seoparação, abandono.

essa pessoa tem que ser orientada, a gente não sai sozinho de uma situação dessa, tem que procurar pessoas que possam lidar, as pessoas geralmente vão na emergencia e fazem medicação paliativa, tem que procurar alguém que seja especialista no manejo da dor. o tratamento da dor é multidisciplinar, pode ir até um psicólogo, paciente com dor são irritadiços, impacientes, quem está recebendo precisa acolher. musicoterapia, acupuntura, meditação igreja, atividade física, socialização, tudo isso ajuda no tratamento da dor.

primeira coisa, acolha a dor. se você convive com algupem com dor cronica. a dor do outro não é a minha dor pq cada um tme um limiar dor. cada um pode suportar uma capacidade de dor. o limiar da dor do homem é menor que o da mulher, por exemplo, porque a mulher tem colicas e gesta, por exemplo. familia precisa acolher, conversar, conversar com médico, entender, pedir explicaçõesm estimular a adesão ao tratamento, inclusive tratamentos complementares, apoiar.