O policial militar Carlos Eduardo Pereira, que matou a esposa, Bruna Lícia Fonseca Pereira, e José Willian dos Santos Silva, após supostamente flagrá-los nus na cama do casal, disse que pensou em se matar após o ocorrido.

A declaração está num segundo trecho do depoimento do PM. Na oitiva, cuja primeira parte foi publicada ontem (26), ele conta, sob sua ótica, toda a dinâmica do crime.

Carlos Eduardo diz que abriu a porta do quarto e flagrou a esposa e o jovem nus na cama. Atônito, ele disse ter sido alcançado pelos dois e ter sido agarrado pelo colete – o PM voltava do trabalho e ainda estava fardado.

O militar alega que houve luta corporal e que ele ainda feriu a mão antes de atirar e matar Bruna Lícia e José Willian.

O PM acrescentou que, apesar de quase separado da esposa, não suportou vê-la com outro em sua cama.

A polícia civil investiga o caso, mas, por enquanto, ainda não acredita que houve luta corporal. Para a delegada do Departamento de Feminicídio, Viviane Azambuja, Carlos Eduardo já foi autuado por feminicídio por conta do crime contra Bruna.

“Contra o homem, ele será autuado por homicídio. Mas em relação a mulher [Bruna], sem dúvidas foi crime de feminicídio”, disse a delegada.

Bruna Lícia foi sepultada durante a tarde deste domingo (26) no cemitério Jardim da Paz, em São José de Ribamar.

Com informações do G1