Justiça Eleitoral cassa prefeito e vice de Estreito por abuso de poder
Depois da cassação do prefeito e vice-prefeito de Nova Olinda do Maranhão, foi a vez da Justiça Eleitoral cassar o mandato do prefeito de Estreito, Léo Cunha, e do vice-prefeita Irenilde Ribeiro da Silva, por abuso de poder político e econômico nas eleições municipais de 2024.
A decisão foi do juiz Bruno Nayro de Andrade Miranda, da 82ª Zona Eleitoral, numa Ação de Investigação Judicial Eleitoral movida pela coligação “Todos por Estreito”.
O magistrado entendeu que ficou comprovado a prática de abuso de poder político e econômico, comprometendo a lisura do pleito eleitoral de 2024, quando Léo Cunha acabou sendo reeleito com 44% dos votos, resultando numa diferença de 2.497 votos de diferença para o segundo colocado.
Léo Cunha ainda ficou inelegível por oito anos, mas a vice-prefeita não foi alcançada com essa decisão de inelegibilidade, pois o juiz entendeu que a vice-prefeita teve participação passiva na campanha.
Apesar da decisão, prefeito e vice-prefeito de Estreito podem recorrer no cargo junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão.