Política

Carlos Lula denuncia aparelhamento político no Hospital Regional de Viana e cobra gestão técnica na saúde

Ex-secretário de Saúde afirma que unidade inaugurada em sua gestão foi tomada por indicações políticas e cobra fim das nomeações partidárias nas unidades estaduais

O deputado estadual Carlos Lula (PSB) denunciou o que classificou como aparelhamento político do Hospital Regional de Viana. Em vídeo gravado em frente à unidade e publicado nas redes sociais, o parlamentar, que é ex-secretário de Estado da Saúde do Maranhão, afirmou que o hospital perdeu o foco técnico e passou a funcionar sob influência política, prejudicando o acesso da população aos serviços públicos de saúde.

Carlos Lula lembrou que a unidade integra o conjunto de mais de 50 equipamentos de saúde entregues durante sua passagem pela Secretaria de Estado da Saúde e que o objetivo era transformar a assistência à população da Baixada Maranhense. “Hoje, o hospital é comandado por aliados de uma deputada estadual e, infelizmente, todo o seu sentido técnico está sucateado. O que a gente vê são reclamações o tempo inteiro e, para acessar os leitos do hospital, tem sempre de ter uma pitada na política”, afirmou.

Para o deputado, a prática contraria os princípios constitucionais do Sistema Único de Saúde. “O SUS não é isso. O SUS é universal, o SUS é para todo mundo. Uma das nossas propostas é exatamente essa: acabar com nomeações políticas nas unidades hospitalares do Maranhão. A gente precisa de gente técnica que saiba administrar o hospital”, declarou.

Despolitizar a saúde

A denúncia sobre Viana reforça um modelo aplicado para a gestão da saúde em todo o Maranhão. Carlos Lula já havia se posicionado sobre o mesmo assunto em entrevista a uma rádio de Imperatriz, quando questionado sobre qual seria sua primeira medida caso voltasse a comandar a Secretaria de Saúde.

“O primeiro passo seria despolitizar a saúde. Unidade de saúde não pode pertencer a político. Eu desfiz isso em todas as unidades no tempo em que fui secretário. Voltou”, afirmou.

O parlamentar criticou a necessidade de intermediação política para que pacientes consigam acesso a cirurgias e leitos hospitalares, classificando a prática como retrocesso para o sistema público de saúde. “O hospital tem que ser administrado por gente técnica. Gente que saiba o que é um hospital. Não dá para fazer política com saúde”, ressaltou.

Para Carlos Lula, recuperar a organização da rede estadual passa pela valorização da regulação técnica e pelo fim da influência partidária na administração das unidades hospitalares. garantindo que o acesso ao SUS ocorra de forma igualitária, independentemente de vinculação política.