Carlos Lula e Othelino Neto denunciam R$ 1,6 mi em obras paradas na Liberdade, em São Luís
Deputados constatam ausência de operários e prazo descumprido desde janeiro de 2026; comunidade cobrou início das obras do Teatro Padre Haroldo e Viva
Os deputados estaduais Carlos Lula e Othelino Neto, ambos do PSB, realizaram uma vistoria em duas obras do Governo do Estado inacabadas no bairro da Liberdade, em São Luís. As intervenções somam investimento de aproximadamente R$ 1,6 milhão e seguem sem conclusão, mesmo após reiterados prazos descumpridos.
A primeira obra vistoriada foi a reforma do Teatro Padre Haroldo. Conforme a placa instalada no local, os serviços foram iniciados em maio de 2025, com previsão de conclusão em seis meses. O prazo não foi cumprido. Em dezembro do ano passado, o Ministério Público pressionou o Governo do Estado pelo andamento da obra e um novo prazo foi estabelecido para janeiro de 2026. Até o momento, o espaço permanece sem ser entregue à comunidade. O investimento previsto é de R$ 1.056.373,00.
A segunda obra fiscalizada foi a reforma do Viva da Liberdade, com investimento de R$ 604.764,00 e mesmo prazo de seis meses para conclusão. Durante a vistoria, os parlamentares constataram a ausência de trabalhadores nos dois locais. “Aqui na Praça do Viva foram entregues apenas os quiosques, uma obra parada e incompleta. Não tem banheiros. Como é que pode funcionar sem banheiro? E aqui o Teatro Padre Haroldo, que também é uma obra parada e que o governo fica mentindo para a comunidade, dizendo que está perto de concluir”, afirmou Othelino Neto.
Carlos Lula também criticou a paralisação dos serviços. “Foram quase dois milhões de reais investidos aqui nessas obras. O teatro não serve à comunidade, o Viva não foi reformado e não tem um pedreiro aqui para demonstrar que a obra está em andamento. O governador deveria ter vergonha e entregar as obras que promete”, declarou o parlamentar.
Para o líder comunitário Marcos Soares, a demora representa um desrespeito aos moradores da Liberdade. Segundo ele, a comunidade precisou pressionar o poder público para que as intervenções sequer fossem iniciadas. “Estamos denunciando a demora na entrega das obras do bairro da Liberdade, que só foram iniciadas depois de uma pressão muito grande da comunidade e do Ministério Público. O Governo do Estado tinha um compromisso de entregar o Viva da Liberdade e o Teatro Padre Haroldo em janeiro de 2026. Após uma pressão dos donos de quiosques, apenas eles foram entregues”, denunciou.


